quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Lendas Brasileiras: Chico Rei

     ...ChicoRei...

Era uma vez...
    Um rei africano que apesar de valente e destemido, um dia foi vencido numa batalha entre tribos. O vencedor tornou-o seu prisioneiro e vendeu-o como escravo, juntamente com toda a sua família e corte. Foi assim que esse rei veio parar no Brasil, mais especificamente no Rio de Janeiro, e foi esposto no mercado negreiro. Um senhor muito rico que procurava negros fortes para sua lavoura, dopois de examiná-lo em detalhes, gostou do vigor do seu corpo e o comprou.
    Entretanto, os fiéis seguidores do rei africano, para facilitar a convivência com o patrão e o feitor da fazenda, decidirão lhe dar um nome cristão -Francisco- acrescido do seu nobre título. E assim o rei escravo passou a ser chamado de Chico Rei.
         Chico Rei trabalhava como nenhum outro. Era forte e dedicado, um exemplo para todos os outros escravos.O patrão, seu amo e senhor, eo seu feitor estavam muito contentes com ele. Trabalhando sem descanço, conseguiu juntar uma boa quantia de ouro e foi oferecê-la para comprar a liberdade de sua esposa que, outrora, também fora rainha - ♥ a sua rainha ♥ !
   Com afinco e ajudado por todos aqueles que continuavam fiéis a ele, ia comprando a liberdade de um por um. Também comprou um pedaço de terra. Mas veja só: essa terra era uma mina de ouro! Chico rei era agora um homem muito rico. Comprou outras terras, alargou seu domínio e reconstruiu seu reino, só que desta vez nas terras de Minas Gerais.
   No reino de Chico Rei, todos viviam alegers porque nada lhe faltava. Trabalhavam muito, é claro, mas com o fruto de seu trabalho tinham o conforto de que precisavam. E faziam festas, principalmente em honra da padroeira dos escravos.Nestes dias de festa, que aconteciam em Ouro Preto, os homens vestiam belas roupas de seda e brocado, com chapéus emplumado. As mulheres ostemtavam seus vestidos vistosos, enfeitados com rendas e pérolas, e o cabelo penteado com arte e salpicado com uma chuva de pedacinhos de ouro. Cantavam e dançavam, mas nenhum negro, do rei e da rainha aos vassalos, perdia a missa onde agradeciam a padroeira pela liberdade adiquirida e pelo trabalho que lhes trazia prosperidade.
   No final da missa, a rainha, as princesas e as damas de honra banhavam seus cabelos numa pia de pedra junto a cruz. O ouro que enfeitava suas cabeleiras ficava acumulado no fundo da pia, e com ele era comprada a liberdade de mais escrevos.
   Nas Minas Gerais, Chico Rei permanece lembrado como símbolo de determinação em vencer e progredir atrvés do esforço dedicado ao trabalho.

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